A nossa Briosa foi a primeira equipe a boicotar o Apartheid

No dia de hoje, 20 de novembro, além de celebrarmos o nosso aniversário (neste ano completando 103 anos), comemoramos o dia da Consciência Negra e não podemos esquecer do dia […]

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No dia de hoje, 20 de novembro, além de celebrarmos o nosso aniversário (neste ano completando 103 anos), comemoramos o dia da Consciência Negra e não podemos esquecer do dia em que a Portuguesa Santista boicotou o Apartheid.

Em 1959 a Briosa fez uma excursão para o continente africano, onde disputaria 13 partidas. No dia 13 de maio(data da abolição da escravatura no Brasil) daquele ano, o clube tinha um jogo contra a seleção da Cidade do Cabo, na África do Sul. No vestiário recebeu a informação de que os jogadores Nenê, Guilherme e Bota não poderiam entrar em campo por conta do Apartheid que os negros jogassem.

Ao receber a notícia os jogadores da lusa santista ficaram indignados e discutiram feio com os dirigentes sul-africanos, tomando a decisão de que: “Ou jogam todos ou não joga ninguém!”.

E foi assim que a Portuguesa Santista foi a primeira equipe a boicotar o Apartheid, entrando para a história, enfrentando o racismo. O ato da equipe brasileira rendeu um agradecimento em carta de Nelson Mandela, uma fita azul, honraria dada para as equipes brasileiras com campanhas expressivas no exterior, um pronunciamento do então presidente Juscelino Kubitschek, além de uma recepção calorosa em sua chegada no Brasil.

Hoje, dia 20 de Novembro de 2020, a Portuguesa Santista segue recriminando e lutando contra o racismo, não só no nosso país, mas no mundo inteiro, sem esquecer uma frase bastante falada nesse ano: “Vidas Negras Importam”.