Principais conquistas

Campeonato Paulista da Série A3 (2018)

Portuguesa Santista 1 x 1 Barretos

O vice-campeonato conquistado no Paulistão A3 de 2018 garantiu à Portuguesa Santista o acesso à Série A2 em 2019. O time comando por Sérgio Guedes virou a sensação de Santos após muitos anos e o estádio Ulrico Mursa quebrou recordes de público nas fases finais, com destaque para o jogo diante do Barretos, realizado no dia 20 de abril. A partida, válida pelas semifinais do certame, contou com 5.723 torcedores nas arquibancadas. O placar de 1 a 1 levou a Briosa ao tão sonhado acesso ao Paulistão A2. O meia Carlos Alberto, autor do gol rubro-verde, foi um dos principais destaques do time no campeonato e artilheiro da equipe, com sete gols marcados.

A campanha avassaladora da Portuguesa Santista, que conquistou 14 vitórias, oito empates e sofreu apenas duas derrotas em 24 partidas, no entanto, não foi suficiente para que a equipe levantasse a taça de campeão. Na final, a Briosa acabou sendo superada pelo Atibaia por 2 a 1, em jogo realizado no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, no dia 28 de abril. O gol rubro-verde foi marcado pelo meia Diego Palhinha.

Campeonato Paulista da Segunda Divisão (2016)

Jogadores comemoram conquista do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, após vitória por 3 a 0 sobre o Desportivo Brasil, em partida disputada no dia 9 de setembro, no estádio Ulrico Mursa

Em 2016, a Portuguesa Santista sagrou-se campeã estadual após 51 anos. Na final do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, a Briosa enfrentou o Desportivo Brasil, em Ulrico Mursa. A partida foi realizada no dia 9 de outubro, e a equipe santista venceu pelo placar de 3 a 0, com gols de Willian, Ricardinho e Éric.

O título paulista coroou uma campanha impecável da Briosa, que fez 26 jogos, obteve 16 vitórias, nove empates e sofreu apenas uma derrota. Curiosamente, o único tropeço da Portuguesa aconteceu diante do próprio Desportivo Brasil, ainda na segunda fase do campeonato, quando o time rubro-verde perdeu por 1 a 0.

Antes da final, no entanto, a Briosa fez uma partida épica contra o Taboão da Serra, no dia 24 de setembro, também em Ulrico Mursa. Naquele jogo, a Portuguesa Santista conquistou o acesso à Série A3 ao empatar com o CATS em 1 a 1. O autor do gol de empate do time rubro-verde foi o atacante Lucas Lino.

Campeonato Paulista Sub-20 da Segunda Divisão (2014)
Elenco e comissão técnica da Portuguesa Santista campeã paulista Sub-20 da Segunda Divisão, em 2014
Elenco e comissão técnica da Portuguesa Santista campeã paulista Sub-20 da Segunda Divisão, em 2014

Em 2014, a Portuguesa Santista conquistou o título de campeã paulista Sub-20 da Segunda Divisão. Em 16 partidas disputadas, a Briosa obteve nove vitórias, três empates e quatro derrotas. A final da competição foi realizada contra o Tanabi, equipe do interior do Estado. Em Ulrico Mursa, a Briosa venceu por 3 a 1. Já na partida de volta, na casa do adversário, a equipe santista foi derrotada por 1 a 0, mas levantou o troféu devido à vantagem conquistada no primeiro confronto.

Campeonato Paulista da Série A1 (2003)
Reprodução: Livro “100 Anos. Sou Mais Briosa”

O ano de 2003 foi um dos mais emblemáticos na história da Portuguesa Santista. Poucos imaginavam que o time comandado pelo técnico José Macia, o Pepe, encantaria o Estado de São Paulo com os gols e jogadas de Souza e Rico, a raça de Adriano e o protagonismo de tantos outros jogadores que fizeram com que a Briosa conquistasse o terceiro lugar no Paulistão e o título de campeã paulista do interior. Naquele ano, o time rubro-verde jogou de forma avassaladora, vencendo inclusive o Santos, então atual campeão brasileiro, por 2 a 0, com dois gols de Rico, em uma noite de tempestade em Ulrico Mursa.

Rico, atacante da Portuguesa Santista, comemora gol marcado diante do Santos, em Ulrico Mursa (Reprodução: Livro “100 Anos. Sou Mais Briosa”)

A Portuguesa só foi parada nas semifinais do Campeonato Paulista de 2003, quando acabou sendo eliminada pelo São Paulo. Com atletas sofrendo grande desgaste físico, a Briosa foi superada nos dois jogos: 5 a 0 na partida de ida, que aconteceu no Morumbi, e 1 a 0 na partida de volta, disputada na Vila Belmiro.

Campeonato Paulista da Série A2 (1996)
Reprodução: Livro “100 Anos. Sou Mais Briosa”

Após 18 anos longe da primeira divisão do Estado de São Paulo, a Portuguesa Santista finalmente comemorou a volta à elite paulista em julho de 1996, conquistando o vice-campeonato da Série A2. Em um Ulrico Mursa lotado, com oito mil pessoas, a Briosa, comandada pelo ex-atacante Serginho Chulapa, venceu o Ituano por 1 a 0, com gol marcado pelo zagueiro Otacílio, e escreveu mais uma página importante de sua história.

Disputando o acesso em um quadrangular que contava com Inter de Limeira, São José e Ituano, a Briosa ficou com a segunda colocação somando nove pontos. A campeã foi a Internacional de Limeira que, em confronto direto com a equipe santista, acabou vencendo por 4 a 0 e garantiu o título paulista.

Troféu Paulo Machado de Carvalho (1971)

A Portuguesa Santista foi campeã do Torneio Estímulo em 1971. O empate em 2 a 2 contra o América de São José do Rio Preto, em Ulrico Mursa, no dia 16 de maio daquele ano, garantiu à Briosa a posse do Troféu Paulo Machado de Carvalho, conquistado de forma invicta. No total, a rubro-verde disputou seis jogos, obtendo duas vitórias e quatro empates. Os adversários, além do América, foram o Noroeste de Bauru e o Comercial de Ribeirão Preto.

A Portuguesa Santista sagrou-se campeã do Torneio Estímulo ao vencer empatar com o América de São José do Rio Preto, em Ulrico Mursa, pelo placar de 2 a 2, no dia 16 de maio de 1971
A Portuguesa Santista sagrou-se campeã do Torneio Estímulo ao empatar com o América de São José do Rio Preto, em Ulrico Mursa, pelo placar de 2 a 2, no dia 16 de maio de 1971 (Foto: Reprodução / Jornal A Tribuna)
Campeonato Paulista da Divisão de Acesso (1964)

A Portuguesa Santista foi campeã paulista da Segunda Divisão (atual Série A2) de 1964. A partida final foi disputada em 7 de março de 1965, contra a Ponte Preta, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. A Briosa venceu por 1 a 0, com gol do meio-campista Wilson Gomes, o Samarone, que mais tarde se tornaria ídolo do Fluminense. Com o título, a Briosa conquistou vaga na Divisão Especial (atual Série A1) do Campeonato Paulista de 1965.

Elenco da Portuguesa Santista campeão paulista da Divisão de Acesso, em 1965
Elenco da Portuguesa Santista campeão paulista da Divisão de Acesso, em 1965
Fita Azul do Futebol Brasileiro (1959)

A Portuguesa Santista é detentora da “Fita Azul” de 1959. O título foi criado pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF) para homenagear as equipes que voltavam invictas de excursões ao exterior. Essa honra já foi dada ao Corinthians, Coritiba, Caxias, Bangu, São Paulo, Santos, Vasco da Gama, Portuguesa de Desportos e ao Santa Cruz.

Delegação da Portuguesa Santista em 1959, quando conquistou a Fita Azul do Futebol Brasileiro (Foto: Reprodução / Matéria TV Globo)
Delegação da Portuguesa Santista em 1959, quando conquistou a Fita Azul do Futebol Brasileiro (Foto: Reprodução / Matéria TV Globo)

Excursionando pela África, no período de 16 de abril a 28 de maio de 1959, a Briosa obteve 15 vitórias em 15 jogos, conquistando 11 taças de prata e outras premiações. Times como Benfica, Porto e Sporting, de Portugal, além do Bolton, da Inglaterra, e o Dínamo, da extinta Tchecoslováquia, também fizeram excursões pela África sem ter o mesmo sucesso da Briosa, pois acabaram sofrendo derrotas.

A campanha que rendeu à Briosa a Fita Azul foi a mais vitoriosa da história do futebol brasileiro, ao lado da do Corinthians, que havia tido o mesmo retrospecto em 1952, quando excursionou por Turquia, Suécia, Finlândia e Dinamarca. O time que conquistou a Fita Azul pela Portuguesa Santista foi formado por Grilo, Guilherme, Gonçalo, Valdo, Nenê, Perinho, Atílio, Bota, Jorge, Pichú, Chamorro, Nivaldo, Raul, Gerolino, Carlito, Adelson e Nicola. Sob o comando do treinador argentino Filpo Nuñes, a delegação foi chefiada por José de Sousa e teve como enfermeiro Juvenal Emílio, o massagista Estevam Francischini, o mordomo Walter Fontes e o jornalista Mario Nobre.

Na chegada a Santos, a Briosa foi recepcionada com grande festa. Uma multidão tomou as ruas para ver o time, que desfilou em um carro de bombeiros. Foi um momento inesquecível, tanto para os jogadores, que foram responsáveis pela conquista, quanto para a Portuguesa Santista, que ganhou mais destaque com o título.

Briosa contra o Apartheid

Durante a excursão que fez ao continente africano, em 1959, a Portuguesa Santista tinha a África do Sul no seu itinerário. À época, o Apartheid, regime de segregação racial, estava em pleno vigor no país. Dentre outros adversários, a Briosa enfrentaria, na Cidade do Cabo, um combinado do município. Com problemas para desembarcar logo que chegou ao seu destino, as coisas só pioraram antes do início jogo.

Já no vestiário, prontos para a partida, os jogadores da Briosa Nenê, Bota e Guilherme foram impedidos de entrar em campo por serem negros. A equipe santista bateu o pé e só aceitaria disputar a partida se eles pudessem jogar.

Sem acordo, a Briosa não entrou em campo, seguiu viagem para disputar partidas em outros países africanos, e teve sua atitude apoiada pelo então presidente brasileiro Juscelino Kubitschek. Pela primeira vez, o Brasil se posicionava oficialmente contra o Apartheid. Os santistas, por outro lado, entravam para história do esporte brasileiro e sua postura teria repercussão mundial.